sexta-feira, 26 de junho de 2009

Com perdão da palavra, sou um mistério para mim...

"Eu, alquimista de mim mesmo. Sou um homem que se devora?
Não, é que vivo em eterna mutação,
com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego
ao fim de cada um dos meus modos de existir.
Vivo de esboços não acabados e vacilantes.
Mas equilibro-me como posso entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.
Vivo em escuridão da alma,

e o coração pulsando, sôfrego pelas futuras batidas que não podem parar."

(Clarice Lispector)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A preda, ops, PEDRA!

"O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no Homem!
Não existe 'pedra' no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento."

O namorado, para o dia dos namorados:

Muitas vezes procuramos pelo homem perfeito
com qualidades inigualáveis como aquele

que te chama de linda e não de gostosa,
e abre a porta do carro para você entrar,
que te acompanha ao banheiro em dias de festas para não deixá-la sozinha.

Que não briga com outro homem por você!
Apenas te beija e mostra que você é dele!
Que ri nas horas difíceis não pra debochar,
mas para apenas amenizar a dor.
Que não te elogia pelas suas qualidades e
sim pelos seus defeitos diz que te ama do jeito que você é!
Que vai com você ao medico...
Que cuida, que da carinho...
Que se preocupa...
Que liga logo apos te deixar em casa
pra dizer que ta com saudades!
Que não briga pelo decote,
mas elogia e diz que isso é só pra ele e que os outros não precisam ver...
Que de presentes fora de época
não presentes caros, mas significativos...
Que lembre de você a todo minuto mesmo que você não saiba!

Existe?!?!?!? PORRA NENHUMA.
E sinceramente, nada disso importa...
O que importa é o sentimento!
As vezes 'o cara certo' não vai ter a menor graça...
E o errado vai te fazer suspirar....
Enquanto o amor não chegar, vai deixando rolar! rs*

As tais 'janelas da alma'


Eles quase falam....

terça-feira, 9 de junho de 2009

Você tem fome de que?

Fome é uma merda.

Fome de doce,
fome de farra,
fome de bazinho com Brahma,
fome de alguém,
fome de vida,
fome de amor.

Eu aprendi que se não dá pra fazer uma refeição completa,
eu posso comer uma fruta ou tomar um iogurte e meu corpo
aguenta mais umas três horas sem me derrubar.
E sem sibutramina na ideia!

Mas fome de doce,
de farra e de Brahma..
é fome de vida, ou de alguém, e geralmente se mata com amor.

E amor, tem na geladeira?

Voltando pra analogia, hoje eu passei muito tempo sem comer,
e a fome começou a me doer mais do que os meus pés, que insistem em doer naqueles típicos sapatos para o estágio
Aí parti pro restaurante da pracinha do Santos Drumonte advinha o que pedi: “moço, me vê um chá verde”.
E você acha que matou a minha fome? Claro que não!!!
Mas naquele momento me senti feliz por me contentar e mais alguns mls de Chá Verde do meu dia!


Logo eu, que sempre me rendo as tentações...


Quando você chega num restaurante com muita fome, pega um cardápio e vê a tua comida preferida, tudo que dá pra imaginar é que você vai ser o abestado mais feliz do mundo quando a parada estiver ali na tua frente, esperando pra ser atacada.

Só que comer desesperadamente e além da conta te faz mal.

Quando você encontra alguém que preenche todos os requisitos pra ser o prato principal pro qual todas as entradas te levaram, a fome causa o exagero. Nem precisa externar, basta querer demais, querer rápido, querer resultado, querer certeza.

Querer desesperadamente e além da conta te faz mal.

Até porque, nem sempre a comida chega como você imagina enquanto está sentado esperando, quase sentindo o gosto de antemão. Às vezes, falta sal. Às vezes, durante a espera, o pedido da mesa ao lado chega, e você fica na dúvida.

É muito louco.

Só sei que preciso me apaixonar.. e perder uns quilinhos..
A gente não desiste, né?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Suspeita...

Parece que estou sempre fugindo.
Correndo contra aquilo que digo que busco.
Ou acho que busco, ou acho que corro....
Não permitindo.
Não cedendo.
Não entendendo.

Não vivendo..!
Mas é só uma suspeita.

E se faz um ciclo!

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e
a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora,
logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E porque à medida que se acostuma,
esquece o sol,
esquece o ar,
esquece a amplidão...
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora de sair.
A tomar café correndo porque está atrasado, quando toma o café.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíches porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra,
aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra,
dos números da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E coma certeza que cada vez pagará mais e mais.
E aprocurar mais trabalho,
para ganhar mais dinheiro,
para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes,
a abrir as revistas e ver anúncios.
A ligar a televisão e assistir a comerciais.
A ir ao cinema, a engolir publicidade.
A ser instigado,
conduzido,
desnorteado,
lançado na infindável catarata dos produtos!
A gente se acostuma à poluição.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às besteiras das músicas,
às bactérias da água potável.
À contaminação da água do mar.
À luta.
À lenta morte dos rios.
E se acostuma a não ouvir passarinhos,
a não colher frutas do pé,
a não ter sequer uma planta.
Se acostuma a não sentir a natureza.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas,
tentando não perceber,
vai afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali,
uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio,
a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro,
a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer,
a gente vai dormir cedo e
ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza,
para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas,
sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que,
De tanto acostumar, se perde de si mesma.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Se joga, pintoso!

Balanço geral desta ( longa ) semana!

Nova fase,
Apreensão,
Avaliações,
Estresse,
Lágrimas,
Más percepções,
Mais lágrimas,
Sentir o coração,
Suspiros,
Correria,
Cansaço,
Insegurança
Mais lágrimas
Desfecho:
Olhos inchados,
Muitas olheiras
corpo e mente:
Exaustos
E muito,
mas muito
Sono!